Eu sou um tanto inconstante.
Se num dia eu estou bem, ao limite do normal,
no outro faço questão de me afundar.
Faço questão de rever decisões e pensamentos, me culpando e me fazendo sofrer por eles.
E, mesmo sabendo que isso não me faz de todo bem, eu gosto que aconteça.
É a minha válvula de escape.
Minhas lágrimas certas, meu sofrimento garantido, meus momentos sozinho à noite, minhas músicas melosas.
E, como um viciado, eu gosto do sentimento que essa "auto-mutilação mental" me causa.
A vida em um eterno looping, oscilando entre altos e baixos.
Um looping no escuro, sem saber como vai ser amanhã, só com o receio.
Receio de estar tão feliz a ponto de incomodar outros ou de estar tão triste a ponto de me incomodar.
E, quando em raros momentos, eu me vejo sólido e constante, conseguindo controlar as voltas e voltas diárias, o reflexo no espelho me diz que eu estou errado. É apenas uma ilusão, uma forma de me enganar.
Na verdade, é assim que deve ser. Uma vida em estilo montanha russa.
Emocionante, com pontos altos e baixos. Acho que já me acostumei com isso.
Mas, em dias como esse, onde se está no ponto mais baixo possível, eu sinto falta de alguém que me diga que vai ficar tudo bem, mesmo que seja só uma ilusão.
Páginas
5 de fevereiro de 2013
amedrontado pela precipitação
Por que um "eu te amo" é tão forte?
Por que você sente medo e receio de ouvi-lo? E mais ainda, de dizê-lo?
É estranho, mas, ao mesmo tempo em que lhe assusta, lhe agrada ouvi-lo.
Talvez, bem, talvez ele seja verdadeiro.
Talvez ele tenha mesmo esse significado.
Mas é constrangedor quando você ouve um "eu te amo" e não sabe o que responder.
Daí por pressão, você acaba dizendo o mesmo.
Mas será que eles têm o mesmo significado?
Será que ambos falam da mesma coisa?
Será que, assim como você, a outra pessoa também está pensando sobre esse "eu te amo"?
Sobre um amor que talvez tenha vindo precipitado.
Sobre um monstro assustador chamado coração e suas emoções.
Sabe, eu tive medo de ouvir o "eu te amo" diversas vezes.
Mas acho que dessa vez ele não me amedrontou.
Dessa vez eu achei graça nele. Achei-o fofo.
Estranho? Sim, muito.
Mas, afinal, o que não é estranho quando se trata de amor?
Por que você sente medo e receio de ouvi-lo? E mais ainda, de dizê-lo?
É estranho, mas, ao mesmo tempo em que lhe assusta, lhe agrada ouvi-lo.
Talvez, bem, talvez ele seja verdadeiro.
Talvez ele tenha mesmo esse significado.
Mas é constrangedor quando você ouve um "eu te amo" e não sabe o que responder.
Daí por pressão, você acaba dizendo o mesmo.
Mas será que eles têm o mesmo significado?
Será que ambos falam da mesma coisa?
Será que, assim como você, a outra pessoa também está pensando sobre esse "eu te amo"?
Sobre um amor que talvez tenha vindo precipitado.
Sobre um monstro assustador chamado coração e suas emoções.
Sabe, eu tive medo de ouvir o "eu te amo" diversas vezes.
Mas acho que dessa vez ele não me amedrontou.
Dessa vez eu achei graça nele. Achei-o fofo.
Estranho? Sim, muito.
Mas, afinal, o que não é estranho quando se trata de amor?
1 de fevereiro de 2013
primeiro beijo
Um relacionamento é todo definido pelo primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão desejado como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão nojento como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão esperado como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão atrapalhado como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão entregue como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai te deixar tão pensativo como o primeiro beijo.
Te deixará pensativo sobre como foi, como vai ser e como é.
Te deixará pensativo sobre a forma como foi: lingua de mais ou de menos, bom ou ruim...
Te deixará apreensivo sobre o significado.
Mudará o seu humor, mesmo se bom ou ruim.
Mas, acima de tudo, vai mexer com você.
E quando isso acontecer, te peço que não pense.
Esqueça!
Beijo é sensação, é carnal, é além da nossa vã compreensão.
Então não pense, sinta!
Não crie expectativa, deixe acontecer!
Não tente entender, faça!
Só assim os outros beijos serão exatamente como o primeiro beijo
Nenhum outro beijo vai ser tão desejado como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão nojento como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão esperado como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão atrapalhado como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai ser tão entregue como o primeiro beijo.
Nenhum outro beijo vai te deixar tão pensativo como o primeiro beijo.
Te deixará pensativo sobre como foi, como vai ser e como é.
Te deixará pensativo sobre a forma como foi: lingua de mais ou de menos, bom ou ruim...
Te deixará apreensivo sobre o significado.
Mudará o seu humor, mesmo se bom ou ruim.
Mas, acima de tudo, vai mexer com você.
E quando isso acontecer, te peço que não pense.
Esqueça!
Beijo é sensação, é carnal, é além da nossa vã compreensão.
Então não pense, sinta!
Não crie expectativa, deixe acontecer!
Não tente entender, faça!
Só assim os outros beijos serão exatamente como o primeiro beijo
21 de janeiro de 2013
fobia textual
Admiro pessoas que conseguem escrever na frente de outras pessoas ou para outras pessoas. "Ah, mas você escreve para outras pessoas lerem aqui no blog" Sim, é verdade. Mas acho que só consigo o fazer porque sempre pensei que o blog é na verdade só pra mim. Assim como todos os papéis gastos com rascunhos e coisas escritas que acabam vindo parar aqui, são meus.
Admiro mais ainda pessoas que não se importam que leiam seus textos na sua presença. Não faço ideia do motivo, mas odeio que façam isso comigo. Que peguem algum texto meu e leiam do meu lado. Seja em voz alta ou para si mesmo, simplesmente não suporto. Acho que por vergonha, receio ou o que quer que seja. A verdade é que eu brigo e até mesmo saio de perto enquanto leem, mas depois gosto de saber as opiniões. Estranho, não ?
Agora pensa como é mais estranho ainda eu ter esse pensamente, visto que um dos meus sonhos é ter um livro publicado... Acho que seria engraçado eu dando chilique em algum lugar público porque tem alguém lendo um livro meu, concordam ?
Admiro mais ainda pessoas que não se importam que leiam seus textos na sua presença. Não faço ideia do motivo, mas odeio que façam isso comigo. Que peguem algum texto meu e leiam do meu lado. Seja em voz alta ou para si mesmo, simplesmente não suporto. Acho que por vergonha, receio ou o que quer que seja. A verdade é que eu brigo e até mesmo saio de perto enquanto leem, mas depois gosto de saber as opiniões. Estranho, não ?
Agora pensa como é mais estranho ainda eu ter esse pensamente, visto que um dos meus sonhos é ter um livro publicado... Acho que seria engraçado eu dando chilique em algum lugar público porque tem alguém lendo um livro meu, concordam ?
frustrações no papel
Sabe, é frustrante você gostar tanto de pessoas que não gostam de você.
Mais frustrante ainda é quando você decide tomar um outro rumo na sua vida.
Um caminho onde a tal pessoa não tem vez.
Mas é claro que isso é apenas você querendo se convencer disso.
É claro que na noite anterior ao dia em que tudo mudaria, você sonhará com a pessoa que tinha decidido esquecer.
É claro que depois desse sonho, você acordará e ficará refletindo, sem sono.
Mas você precisa dormir então você recorre ao papel.
Depositar sua frustração num pedaço branco e limpo de infinitudes.
Talvez, assim, você consiga dormir.
Talvez você não fique remoendo suas atitudes e seus pensamentos.
Talvez você não sinta culpa por querer esquecer ou por não querer tentar.
Talvez tudo isso desse certo com outra pessoa... mas não com você.
Você é desses que fica acordado pensando e refletindo, tentando achar um significado para voltar a sonhar com a pessoa depois de tanto tempo sem o fazer.
Você é o que se tortura.
O que, além de se magoar, gosta de se auto depreciar.
Aquele que ouve as piores músicas, as mais tristes.
O que molha o branco do papel com lágrimas sem sentido.
O que não consegue dormir por pensar num sonho bobo.
Aquele que parece ter medo da própria mente.
E é claro que "você" tinha que ser eu.
Mais frustrante ainda é quando você decide tomar um outro rumo na sua vida.
Um caminho onde a tal pessoa não tem vez.
Mas é claro que isso é apenas você querendo se convencer disso.
É claro que na noite anterior ao dia em que tudo mudaria, você sonhará com a pessoa que tinha decidido esquecer.
É claro que depois desse sonho, você acordará e ficará refletindo, sem sono.
Mas você precisa dormir então você recorre ao papel.
Depositar sua frustração num pedaço branco e limpo de infinitudes.
Talvez, assim, você consiga dormir.
Talvez você não fique remoendo suas atitudes e seus pensamentos.
Talvez você não sinta culpa por querer esquecer ou por não querer tentar.
Talvez tudo isso desse certo com outra pessoa... mas não com você.
Você é desses que fica acordado pensando e refletindo, tentando achar um significado para voltar a sonhar com a pessoa depois de tanto tempo sem o fazer.
Você é o que se tortura.
O que, além de se magoar, gosta de se auto depreciar.
Aquele que ouve as piores músicas, as mais tristes.
O que molha o branco do papel com lágrimas sem sentido.
O que não consegue dormir por pensar num sonho bobo.
Aquele que parece ter medo da própria mente.
E é claro que "você" tinha que ser eu.
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