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18 de junho de 2012

escuro

Quando somos crianças temos medo do escuro.
Choramos por causa do monstro que estava de baixo da cama todas as noites.
Dormiamos as vezes com as luzes acesas.
Ou procurávamos o abrigo da cama dos nossos pais.
E tem dias que esse medo volta.
Medo do desconhecido, do que pode acontecer.
Eu não sei se eu era do tipo "medo do bicho-papão", mas acho curioso o fato de, hoje em dia, eu gostar do escuro.
Sei lá, me acalma.
Me faz pensar.
Me DEIXA pensar.
São nesses momentos, no escuro, que saem os melhores textps, que eu ouço as músicas melosas e deprimentes, que eu fico sozinho, que eu posso chorar, rir e lembrar sem vergonha.
Só que ultimamente tem tanta coisa na minha cabeça que eu tenho evitado o escuro.
Só porque, mais uma vez, o escuro está me lembrando de dois anos atrás. Me trazendo você.
E, pela minha sanidade, não tem me feito bem.

13 de junho de 2012

tudo uma questão de olhar o próprio rabo...

As pessoas são engraçadas.
Chegamos a uma época em que hipocrisia é mais normal do que respirar.
As pessoas julgam e apontam erros como se fossem a coisa mais perfeita feita por Deus.
E, quando as mesmas provam do julgamento que tanto fazem, se defendem dizendo que JAMAIS julgou alguém antes de conhecer.
POR FAVOR, sociedade.
Não existe essa história de "não julgo".
Todos nós julgamos!
A pergunta que eu te faço é: você tem capacidade de olhar pra si mesmo e fazer um auto-julgamento?
Pois eu duvido que sim.
E se conseguir fazer tal coisa, vai fazer de tudo para "amenizar" o que caiu no seu julgamento.
Sabe, não vai apontar o óbvio por ele ser doloroso demais...
É tudo uma questão de olhar o próprio rabo...
Então vamos parar com isso de "ah, eu não julgo, tenho minha mente aberta pra conhecer e depois tirar minhas conclusões" porque nos dias de hoje, isso não cola.
Vamos começar a colocar a cara à tapa.
Prefiro pessoas que me julguem e que depois admita ter julgado errado do que uma pessoa que vira pra mim e diz que não pensou ABSOLUTAMENTE NADA sobre mim... 
Vamos ser mais originais... vamos valorizar o cárater.
Porque falso carisma é fácil.
Ter caráter que é díficil.

6 de junho de 2012

querer é melhor que sonhar ...

Sabe quando você quer ser o super-homem ?
Quando você quer tudo ao mesmo tempo, mesmo tendo certas prioridades...
Tô assim ultimamente.
Quero fazer um curso de teatro (falta tempo)
Quero fazer um vlog (apesar da minha aparência e voz não ajudarem muito)
Quero montar um outro blog mais light e despreocupado (só que a idéia envolve mais pessoas e falta cara de pau para fazer o convite)
Quero estudar para vestibular (falta força de vontade e meu notebook estar funcionando)
Quero uma namorada (falta alguém me querer)
Quero escrever mais no blog (faltam momentos para mim)
Quero finalizar meu "livro" (falta tempo e criatividade)
Quero ler alguns livros (falta tempo e verba para comprá-los)
Quero assistir alguns filmes
Quero largar de algumas séries (porque tá foda ver todas as 20)
Quero ouvir mais músicas boas (faltam músicas boas)
Quero dormir mais (falta explodir a escola)
Quero que metade, pelo menos, dessas coisas vire realidade até o fim do ano!

de repente, tudo passa ...

Hoje eu acordei com um instinto passageiro.
Sabe, quando você quer que tudo passe...
As horas, o dia, o mês, o ano, a vida.
E a sua cabeça começa a criar imagens afim de satisfazer a vã loucura de "passar"
Você fica imaginando o futuro.
Pensa no que você fará, quais decisões vão ser conclusivas, do que você vai se arrepender, todos os planos que você não pôs em prática...
Tudo passa tão rápido pela sua cabeça que, quando você menos espera, percebe que já passou.
Sim, tudo isso é uma viagem, uma confusão...
E tudo o que eu quero afora, quando apagar a luz do meu quarto e me deitar, é que essa sensação passe.

1 de junho de 2012

Aí o telefone tocou. Deixei tocar. Nunca atendia ao telefone na parte da manhã. Tocou cinco vezes e parou. Eu estava sozinho comigo mesmo. E, por mais repugnante que fosse, era melhor que estar com alguém, qualquer um, todos lá fora fazendo seus pequenos truques e piruetas. Puxei as cobertas até o pescoço e esperei. Decidi ficar na cama até o meio-dia. Talvez então a metade do mundo estivesse morta e ele seria menos difícil de enfrentar.
Charles Bukowski