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16 de dezembro de 2012

tem receita?

O que fazer quando não aguentar mais?
Quando tudo o que você quer fazer é desabar.
Quando nada parece fazer sentido.

Quando você tem medo das consequências para atos que ainda não foram consumados.
O que fazer quando o que, antigamente, te fazia rir e agora já não te faz mais?
Tem remédio para uma vida assim?
Por favor, alguém me dá a receita se tiver ... pra ontem!

assunto tabu

Sabe, você virou um assunto confuso pra mim. Um desses assuntos que, quando surgem numa conversa, me deixam com o coração acelerado e apreensivo. Ao mesmo tempo que não quero saber de você, estou ávido pra ter novas informações. É a razão e a sensação brigando mais uma vez dentro de mim. E por mais que eu queira falar de você, não posso. Não posso por medo. Medo de denunciar qualquer mínimo detalhe sobre o qual não deva falar ou qualquer coisa que faça com que você mude comigo. E aí eu me vejo obrigado a me afastar de você, me manter isolado, sem deixar me atingir. Mas a verdade é que eu nunca fui muito forte e quase sempre volto atrás e lá estou eu nas suas mãos mais uma vez. E nos raros momentos de lucidez, faço promessas estúpidas, mesmo que para cumpri-las eu tenha que te tratar no âmbito de "colega". E o lado ruim de fazer tudo isso é te perder por completo e não te ter de jeito algum. E só de pensar assim, eu sofro. E pensar que você não era nada pra mim há dois anos atrás...

14 de dezembro de 2012

desatando e reatando nós

E então, depois de tantas conversas e tanta intimidade, você começa a gostar da pessoa. Pelo menos você acha que sim. Você acha que realmente está afim daquela pessoa que tanto te faz rir, que te quer bem e que, mesmo sem dizer em palavras ou até mesmo em atos, você sabe que se importa com você. E daí pronto, o circo está todo armado na sua cabeça. Nos seus sonhos a pessoa já disse sim e vocês estão namorando, estão tendo noites absurdamente quentes. Daí vêm um dia em que você diz pra pessoa o que acha que sente e recebe um "vamos mudar de assunto" como resposta. Dói. E dói mais ainda quando você lembra de todas as conversas que vocês já tiveram, onde ela falava coisas que, se ditas hoje em dia, fariam doer muito mais. Mas pera, será mesmo que eu quero algo com essa pessoa? E aí que eu paro pra pensar sozinho, no quarto e percebo que não. Que tudo isso seja coisa da minha cabeça. Que não é possível eu estar gostando dela. Simplesmente me convenço disso e até me contento em saber que não é verdadeiro, que é tudo uma certa ilusão causada pela carência em que me encontro. Mas aí eu te vejo. Pronto. O desejo ardente de te agarrar e de estar com você ou de apenas te tocar toma posse de mim e eu tenho que me segurar pra não fazer nenhuma loucura e acabar perdendo algo muito mais valioso que um momento, a sua amizade. Dói. Dói mais ainda quando eu, mais uma vez na minha casa, sozinho, paro pra pensar em quão bobo estou agindo perto dessa pessoa e o quanto me culpo por ter "traído" o que tinha determinado previamente. Traído a convicção de que tudo não passou de um engano. E, mais uma vez, tenho que me convencer de que nada daquilo é verdadeiro. Que é tudo impossível de acontecer e até mesmo impossível de se pensar sobre. Acho que hoje eu posso dizer que me convenci que não sinto nada por você, que entendi que não acontecerá nada. Percebi o quão você é importante pra mim assim, do jeito que você está, apenas na amizade. Mas, será que tudo isso vai continuar valendo quando nos reencontrarmos? Será que toda a sensatez e a clareza na minha mente vai dar lugar às borboletas no estômago e aos nós mentais? Sinceramente? Já não me importo mais...

27 de novembro de 2012

é de comer?

Quando tudo chega assim, tão de repente, tão rápido, tão forte, a minha fé e a minha confiança que poderia dar certo vão embora. Daí eu me vejo perdido, quase vendo solidamente o futuro escorrer pelas mãos. O futuro que eu tanto sonhei durante dois anos. O futuro que eu esperei que viesse por mais de um ano. O futuro que eu quero para mim. Tudo se desfazendo, indo embora. E não sei se sou eu ou se é a pressão imaginariamente exterior que eu criei sobre mim, mas eu simplesmente não me vejo conseguindo fazer com que o futuro volte a estar ali, sossegado na palma da minha mão... apenas esperando para que eu o esmague e o tome. Dizem que eu preciso ter fé, que tudo vai dar certo se eu acreditar .... fé? e o que é isso, é de comer? já não sei o que é faz tempo ...

11 de novembro de 2012

miss you, sweet alice...

Hoje é um daqueles dias em que eu preferia não acordar. Um dia que poderia ser riscado do calendário. Um dia para lembrar de você, de quanto você era incrível, de sentir saudade, de praguejar o culpado por ter tirado você de mim.

Eu nem sei escrever bem sobre isso, mas você me conhece, o papel sempre foi meu segundo confidente. Você, pra mim, sempre foi como Alice. Perdida num mundo só seu, com seus amigos chapeleiros e lebres e coelhos de colete. Talvez daí o meu fascínio pela história. Você é a minha Alice. E é bem estranho pensar dessa forma, porque foi também hoje que pensei mais ainda nessa comparação. Hoje é o seu (des)aniversário. Hoje vamos comemorar eu e você, como nos bons tempos. Hoje vamos reunir nossos amigos gatos risonhos, chapeleiros, lebres e coelhos para um chá. "Alice convida a todos para seu 2º Desaniversário".

Seria tão bom se tudo pudesse ser como no seu mundo. Mas nada, pra mim, é uma maravilha. Você se foi, levando consigo uma parte de mim, e agora as nossas datas me doem lembrar.
Dor essa que já não mais ocupa só minha mente. Hoje meu corpo acompanhou a dor na minha cabeça e no meu coração. Hoje minhas memórias me trouxe de presente você. Com toda a força e energia que só você tinha. Seus sorrisos, seus abraços, seus beijos e nossos momentos juntos vieram juntos, todos fortes.

Agora como suportar tudo isso? Parece que com você, foi também a minha força, porque eu já não mais sorrio nesse "dia tão especial". O sorriso, que era só pra você, já não me vêm. Em seu lugar vêm as lágrimas e um pouco de ódio.
Mas mesmo assim cá estou eu, tomando nosso chá mais uma vez. Feliz dezessete anos bebê... aonde quer que você esteja.